sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não entendo Festa Junina

Junho acabou, firmeza, o padre seria meu único post de hoje, firmeza também. Mas tem dois que eu sou obrigado a colocar.
É até bom agora, já que o mês não existe mais, e até ano que vem todo mundo já vai ter esquecido desse post.

NÃO ENTENDO FESTA JUNINA.

Tem coisa mais ridícula, cafona, feia, do que festa junina? Papel picado em forma da bandeira do Nepal, obviamente conseguidos em campos de trabalho forçado utilizando mão de obra infantil (leia-se "escola").
Aliás, alguém já viu uma festa junina fora das escolas? Alguém em sã consciência faria uma festa pro Chico Bento sem poder contar com o público cativo (de "cativeiro", "sequestro", não de "cativar") de infinitos pirralhos sem gosto próprio?

Erro. Os pirralhos tem gosto próprio. As mãs é que não tem. Fala pra mim um único elemento que curta passar carvão na cara, vestir um chapéu ridículo com trancinhas ou usar roupas xadrez? Só as mães gostam. Tiram fotos, mostram pras amigas, pregam em retratos nas paredes, quando o filho tiver cinquenta anos vai visitar a velha e VAI passar vergonha por aquele passado negro. Negro mesmo, porque se procurar bem, ainda vai ter pedaço de maquiagem no ouvido ou carvão preto no queixo.
E pra quê, minha gente? Pra quê? Pra tia apresentar a classe dos pirralhos, eles ficarem dez minutos se arrumando pra dançar, colocarem uma música terrível no rádio, darem duas voltinhas no palco, mães aplaudirem e fim. Mas não pense que é rápido, são no mínimo nove classes fazendo A MESMA COISA. O terceiro colegial (chama isso ainda?), achando que vai inovar, faz que homem veste roupa de mulher e vice-versa. Travecões dançando quadrilha. Deprimente.

Exemplo de quadrilha.

E as comidas? Nada daquilo você comeria fora de um ambiente hostil no mês de junho. Doces de... sei lá, reza a lenda que são de batata, ou de arroz, mas poderia ser de jabba, the hutt que ninguém perceberia. Pipoca é outra coisa que eu não entendo, e quando aparece o pipoqueiro com aquele carrinho, pior ainda.
Cocada merece uma linha especial. Tem a cocada de coco branco e a de coco queimado. No começo da festa tem as duas, mais pro final, só sobra a de coco queimado. Seria porque povão gosta da branca e acaba com ela primeira? Óbvio que não. É porque tudo aquilo é feito em lugares abertos, e vai juntando poeira, o doceiro que não lava a mão vai mexendo toda hora naquilo que encarde, aí tem que mudar de departamento.

Mas o doceiro não tem culpa. Quem merece a morte mesmo é o cara que inventou de misturar gengibre com vinho e água quente.

É o fim.

2 Comentaram antes que você:

JeuKen disse...

haisahsuaiusaihsaus
Foi um ótimo post, excelentíssimamente ilustrado, devo dizer. Principalmente a quadrilha, um vestigio de "Parte do Problema" que vive em você mesmo nos posts do PTFTNP. HAISUIUASIUAHASIAHSUIASUIA
Enfim. Estamos no mesmo barco.
A única coisa que foge disso, e não muito, são as missas de festa Junina. Não lembro como chama. Mas o povo fica uma ou duas horas em pé rezando em frente ao Santo do dia.

Socorro!
E viva a nossa cultura!

G. Mantelli disse...

Eu gosto de Festa Junina, lálálá! :P